Brasil
Os TK da Microdigital
No Brasil o Spectrum chegou por outro caminho. Eram os anos da reserva de mercado da informática, quando trazer computador de fora era quase impossível, e a brasileira Microdigital fabricou seus próprios compatíveis: o TK90X e, depois, o TK95.
Foi com eles que muita gente no Brasil conheceu os jogos do Spectrum, ligados na TV da sala e com as fitas gravadas no gravador da família.
Espanha
A era de ouro do software espanhol
Na Espanha o Spectrum reinou nas casas, e em volta dele nasceu a era de ouro do software espanhol. Dinamic, Topo, Opera Soft e Made in Spain, que depois virou Zigurat, lançavam jogos feitos por garotos e universitários em casa ou num escritório pequeno, e muitos acabaram vendidos pela Europa toda.
Todo mês a MicroHobby chegava às bancas com análises, mapas e POKEs de vidas infinitas. Camelot Warriors, Abu Simbel Profanation e Livingstone Supongo são daqueles anos.
Reino Unido
Onde tudo começou
O ZX Spectrum foi lançado em 1982 pela Sinclair Research, a empresa de Clive Sinclair: pequeno, barato e com aquelas teclas de borracha. No Reino Unido foi o micro de uma geração inteira e a oficina dos «bedroom coders», que programavam jogos no próprio quarto. Dali saíram a Ultimate Play the Game e Matthew Smith, o autor de Manic Miner e Jet Set Willy.
As revistas Crash e Your Sinclair diziam o que valia a pena, selos como a Mastertronic vendiam jogos a preço de banana e no recreio se discutia sem parar se o Spectrum era melhor que o Commodore 64. Nos Estados Unidos, por outro lado, chegou pelas mãos da Timex como Timex Sinclair 2068 e passou quase despercebido.
Itália
As fitas da banca
Na Itália o Spectrum foi um dos micros de casa mais queridos dos anos 80. E havia um costume bem italiano: na banca, ao lado dos jornais, vendiam revistas que vinham com uma fita cheia de jogos.
Todo mês, uma fita nova para testar em casa. Muitos jogadores italianos lembram daquelas coletâneas tanto quanto dos próprios jogos.
França
Do outro lado do Canal
Na França mandavam outros: o Amstrad CPC e os Thomson, que com o plano Informatique pour tous chegaram às escolas. Nas casas francesas o Spectrum aparecia pouco.
Do outro lado do Canal, porém, ele arrasava, e muitos dos seus jogos acabaram pulando para outros computadores.