USUARCADEPAIXÃO POR FLIPERAMA

SINCLAIR ZX SPECTRUM · 48K

Os jogos do Spectrum, online e com os amigos em casa

No Brasil chegou com os TK da Microdigital; na Europa, o Spectrum foi o micro de casa dos anos 80: ligado na TV, com o gravador cassete do lado e uma caixa de sapato cheia de fitas. Na Sala ZX do UsuArcade você volta para aquele quarto: escolhe a fita, aperta PLAY e os amigos chegam para ver você jogar.

Grátis, no navegador do celular ou do PC, sem fichas.

Dois amigos carregam um jogo num ZX Spectrum ligado na TV, com o gravador cassete e uma estante de fitas

Como era ter um Spectrum

  1. O dia em que ele chegou em casa

    A caixa, o cheiro de plástico novo, o manual do BASIC e aquele teclado de borracha. Ligar na TV e ver aparecer o «© 1982 Sinclair Research Ltd» era o sinal de que nada em casa seria como antes.

  2. Fitas que passavam de mão em mão

    Na escola, na rua e entre primos, as fitas iam e voltavam com a capa xerocada e o nome escrito à caneta. Coisas da época: na Sala ZX cada jogo está com sua fita e sua capa originais.

  3. Os chiados no rádio

    Alguns programas de rádio transmitiam jogos: aquele chiado saía pelo alto-falante e era preciso deixar o gravador pronto para gravar. Se ninguém falasse por cima, às vezes até carregava.

  4. LOAD "" e esperar

    Digitar LOAD "", apertar ENTER e dar PLAY. Depois, minutos de chiados e listras coloridas na borda enquanto a tela de abertura aparecia aos poucos. E se aparecesse «R Tape loading error», era rebobinar.

Como foi em cada país

Brasil

Os TK da Microdigital

No Brasil o Spectrum chegou por outro caminho. Eram os anos da reserva de mercado da informática, quando trazer computador de fora era quase impossível, e a brasileira Microdigital fabricou seus próprios compatíveis: o TK90X e, depois, o TK95.

Foi com eles que muita gente no Brasil conheceu os jogos do Spectrum, ligados na TV da sala e com as fitas gravadas no gravador da família.

Espanha

A era de ouro do software espanhol

Na Espanha o Spectrum reinou nas casas, e em volta dele nasceu a era de ouro do software espanhol. Dinamic, Topo, Opera Soft e Made in Spain, que depois virou Zigurat, lançavam jogos feitos por garotos e universitários em casa ou num escritório pequeno, e muitos acabaram vendidos pela Europa toda.

Todo mês a MicroHobby chegava às bancas com análises, mapas e POKEs de vidas infinitas. Camelot Warriors, Abu Simbel Profanation e Livingstone Supongo são daqueles anos.

Reino Unido

Onde tudo começou

O ZX Spectrum foi lançado em 1982 pela Sinclair Research, a empresa de Clive Sinclair: pequeno, barato e com aquelas teclas de borracha. No Reino Unido foi o micro de uma geração inteira e a oficina dos «bedroom coders», que programavam jogos no próprio quarto. Dali saíram a Ultimate Play the Game e Matthew Smith, o autor de Manic Miner e Jet Set Willy.

As revistas Crash e Your Sinclair diziam o que valia a pena, selos como a Mastertronic vendiam jogos a preço de banana e no recreio se discutia sem parar se o Spectrum era melhor que o Commodore 64. Nos Estados Unidos, por outro lado, chegou pelas mãos da Timex como Timex Sinclair 2068 e passou quase despercebido.

Itália

As fitas da banca

Na Itália o Spectrum foi um dos micros de casa mais queridos dos anos 80. E havia um costume bem italiano: na banca, ao lado dos jornais, vendiam revistas que vinham com uma fita cheia de jogos.

Todo mês, uma fita nova para testar em casa. Muitos jogadores italianos lembram daquelas coletâneas tanto quanto dos próprios jogos.

França

Do outro lado do Canal

Na França mandavam outros: o Amstrad CPC e os Thomson, que com o plano Informatique pour tous chegaram às escolas. Nas casas francesas o Spectrum aparecia pouco.

Do outro lado do Canal, porém, ele arrasava, e muitos dos seus jogos acabaram pulando para outros computadores.

A estante

Pegue uma fita: cada jogo tem sua ficha, com a história e como se joga.

A Sala ZX Spectrum do UsuArcade: uma casa dos anos 80 com micros, TVs de tubo e estantes de fitas

A Sala ZX: a casa de um amigo nos anos 80

Uma casa dos anos 80 com vários micros: mesa, TV de tubo, Spectrum, gravador cassete e joystick. Você assume o controle, escolhe a fita na estante e vive o ritual de carregamento antes de jogar. Os amigos podem assistir à sua partida com imagem e som e conversar com você, como quando espiavam por cima do seu ombro.

  • Sem fichas Aqui não tem INSERT COIN: é a sua casa. Entrou, escolheu a fita, jogou.
  • Um jogador e os amigos assistindo Como quase todo jogo do Spectrum, é um de cada vez. Os outros assistem ao vivo e falam com você por voz ou pelo chat.
  • Celular ou PC Joystick e botões na tela no celular; no PC, o bom e velho teclado ou um controle.
  • Dez segundos de carregamento O ritual completo, só que curtinho: LOAD "", o cabeçalho do programa, as listras e a tela de abertura.
Entrar na Sala ZX

Perguntas frequentes

O que é a Sala ZX Spectrum?

Uma sala do UsuArcade dedicada ao Sinclair ZX Spectrum, o micro de 8 bits lançado em 1982 que no Brasil ganhou os clones TK. Ela é ambientada numa casa dos anos 80, com micros e uma estante de fitas, e você entra pelo fliperama.

É grátis?

Sim. Os jogos de Spectrum não usam fichas: você entra, escolhe a fita e joga. Só precisa de uma conta gratuita do UsuJuegos, ou entrar com Google ou Apple.

Preciso ter um Spectrum ou as fitas?

Não. O Spectrum fica por conta da sala, com a ROM do 48K que a Amstrad permite distribuir. Se ainda tem seus jogos, no modo oficial você pode carregar a sua própria fita.

Dá para jogar pelo celular?

Sim, com joystick e botões na tela. No PC você joga com o teclado, como antigamente, ou com um controle.

Posso jogar com meus amigos?

Os jogos da Sala ZX são de um jogador, como quase todos os do Spectrum, mas os amigos podem assistir à sua partida ao vivo, com imagem e som, e conversar com você. Como quando iam à sua casa ver você jogar.